TIREOIDE SEM MISTERIO

SÍNDROME METABÓLICA DESENVOLVE DIABETES TIPO 2

26 de abril de 2011

ENDOCRINOLOGIA – NEUROENDOCRINOLOGIA: TIREÓIDE - INDIVÍDUOS COM TIREOTOXICOSE ENDÓGENA SUBCLÍNICA (HIPERTIREOIDISMO SUBCLÍNICO),

PODEM NA SEQUÊNCIA NECESSITAR DE TRATAMENTO PARA ESTA DOENÇA EVIDENTE.

Indivíduos com tireotoxicose endógena subclínica (hipertireoidismo sub clínico), podem na sequência necessitar de tratamento para esta doença evidente. Nós objetivamos a avaliação da frequência da progressão para o hipertireoidismo e a influência dos fatores que o desencadeavam. Esta é uma análise retrospectiva de vários pacientes, com idades variando entre 16 a 91 anos, diagnosticados com tireotoxicose subclínica por mais de 6 anos. Fez-se um acompanhamento por 3 a 8 anos. A progressão da tireotoxicose evidente foi observada em 8% dos indivíduos em 1 ano, 16% em 2 anos, 21% em 3 anos e 26% em 5 anos.
A análise multivariada determinou que o diagnóstico feito pela cintilografia (mapeamento por substâncias radioativas) foi o único fator de previsão independente de resultado com o percentual acumulado dos que necessitam de terapia nos próximos 5 anos, sendo 9% dos indivíduos para a doença de Graves subclínica (hipertireoidismo sub clínico), 21% dos indivíduos para bócio multinodular e 61% dos indivíduos para bócio autônomo. A progressão de tireotoxicose subclínica(hipertireoidismo sub clínico) para hipertireoidismo evidente, ocorre a uma velocidade de 5 a 8% ao ano com a etiologia da doença, como determinada pela cintilografia da tireóide e pela influência dos fatores de risco da progressão. A dosagem do hormônio tireoestimulante (TSH – que estimula a tireóide) precoce através de radioimunoensaio (iodo radioativo) tem pouca sensibilidade nas baixas concentrações requeridas para estimulação do hormônio tireotrófico (TRH – que estimula o TSH (hipertireoidismo subclínico) ) ou para o teste de supressão (inibição) da triiodotironina (T3) para diferenciar indivíduos eutireoideos (tireóide normal) de indivíduos hipertireoideos (hipertireoidismo sub clínico) bioquimicamente. O desenvolvimento da análise da sensibilidade imunorradiométrica, em meados dos anos 80 do século passado, facilitou a distinção destes grupos de pacientes e identificou indivíduos com níveis de TSH subnormal a despeito das concentrações de hormônios tireoidianos estarem dentro dos níveis normais, uma situação bioquímica denominada tireotoxicose subclínica. Para a investigação da tireotoxicose a importância da idade, sexo, história familiar de tireotoxicose (hipertireoidismo subclínico),isto é, sintomas, presença de nódulos tireoidianos ao exame clínico, níveis de TSH, anticorpos antitireóide, resultados de imagens tireoidianas com subseqüente evolução da tireotoxicose evidente (hipertireoidismo sub clínico), foram avaliadas.Tal como a tireotoxicose evidente, a tireotoxicose subclínica (hipertireoidismo subclínico) pode ter origem endógena (pelo próprio organismo) de um bócio multinodular, doença de Graves subclínica (hipertireoidismo subclínico), nódulo tireoidiano autônomo ou tireoidite, ou de origem exógena secundária à administração de hormônio tireoidiano. A razão do progresso evidente da tireotoxicose subclínica é incerta (hipertireoidismo sub clínico), com pouca informação do fator de risco potencial. As dificuldades de acesso a estudos recentes, da história natural desta condição incluiu um acompanhamento breve, sobre indivíduos idosos e falha ao excluir os indivíduos com causas de supressão de TSH secundárias de supressão (inibição) de TSH. Clinicamente são reportados indivíduos com TSH < 0.1 um/l, que são mais propensos a se beneficiar do tratamento, e têm terapia recomendada naqueles com supressão persistentemente de TSH 4 semanas após a avaliação inicial. As decisões de gestão, incluindo investigações apropriadas, o tempo de acompanhamento desde o início do tratamento são controversos. Foram, retrospectivamente, coletadas informações de acompanhamento de pacientes analisados durante um período de 6 anos, com o objetivo de determinar a taxa e os fatores de risco de desenvolvimento de tireotoxicose (hipertireoidismo subclínico) ao longo do tempo.

Dr. João Santos Caio Jr.
 Endocrinologia – Neuroendocrinologista
 CRM 20611

Dra. Henriqueta V. Caio
Endocrinologista – Medicina Interna
 CRM 28930


Como Saber Mais:
1. Indivíduos com tireotoxicose endógena subclínica, podem na sequência necessitar de tratamento para esta doença evidente...
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2. Esta é uma análise retrospectiva de vários pacientes, com idades variando entre 16 a 91 anos, diagnosticados com tireotoxicose subclínica por mais de 6 anos...


3. Tal como a tireotoxicose evidente, a tireotoxicose subclínica pode ter origem endógena de um bócio multinodular, doença de Graves subclínica, nódulo tireoidiano autônomo ou tireoidite, ou de origem exógena secundária à administração de hormônio tireoidiano....

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Referências Bibliográficas:
Belinda J. Schouten; Bevan E. W. Brownlie; Chris M. Frampton; John G. Turner; Clin Endocrinol. 2011;74(2):257-261. 02/06/2011.

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